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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mangueira 1984 - Sambódromo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sambódromo - Estação Primeira de Mangueira

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Conto Macabro

"Quem lê jornal sabe mais." Abro o jornal, leio a manchete: TRAGÉDIA! "Bacanal em plena zona familiar". letras garrafais. "Morrem quatro mulheres! Se jogaram do 10º andar. " Décimo andar?
- Que coragem! Jogar seus corpos e almas duma altura descomunal! Dez andares!
É demais.
É de arrasar! Depois de uma noite de orgia e gozo, se jogar pelos fundos?
Não. Não dá pra entender.
E os fotógrafos? Assim não poderão perpetuar a foto verdeira.
Socorro!
Socorro! Vamos nos jogar, pessoal! Papéis escritos. Mal escritos.
Bilhetinhos voando pelo ar, pelo espaço escuro, nebuloso.
Gritos estridentes.
Em meio a esta confusão toda, a vitrola ligada com música de Chico Buarque.
"Estava à toa na vida.
O meu amor me chamou,
Pra ver a banda passar,
Cantando coisas de amor."
Ninguém acredita.
Comentários: - tão belas e nuas, não vão se jogar mesmo.
Grita um afoito: - Joga! Joga!
Outro mais humano:
Não! Não se jogue! Raio!
- Espera os bombeiros.
Eles vão chegar. Vão amarrar vocês - Segura! - Espera!
-Esperar? - Vou me jogar.
E se jogou imediatamente. Sem dó e piedade de seu corpo nú e belo.
Alarme total.
Oh! Ai! - Meu Deus, que que é isso?
Gritos alucinantes
Lamentações. Nada adianta. nada ameaça:
- Vou me jogar, pô!
- Vocês estão me ouvindo?
Agora o long-play do Chico estava noutra faixa.
"Luciana, Luciana..."
Nada disso, eu estou ficando maluco. Luciana não é do Chico.
- Vou me jogar!... O fogo já pegou no tapete da sala. A fumaça está me sufocando. Entra nos olhos, nariz, boca, entra...
- Ai, gente! Cadê o bombeiro?
Nesse momento mais duas mulheres se jogaram.
Tibum! Baque surdo na calçada fria.
Ninguém pôde ajudar a salva as infelizes.
- Tem mais mulher lá em cima, afirma alguém que sabe a verdade.
O número de frequentadores do fatídico apartamento.
E a polícia? Onde está a polícia? Onde estão os bombeiros com essa escada "Magirus"?
A rede? nada pra socorrer as pobres coitadas? - isso não pode ser, não podia acontecer. haverá exoneração dos comandantes e secretários das respectivas corporações: PMERJ e CB. Tem que haver. E a responsabilidade? - Onde está a responsabilidade? O comando? O comandante? Sei lá quem! Grita uma turma revoltada.
Isso é hora deste comentário, gente?
Continuou o filósofo cidadão. Não parou um só instante de gritar. - mesmo que provem que a polícia e bombeiros estavam tentando capturar o bandido. Trocando tiros com ele. Nada disso impediria de salvar as meninas.
Pára com isso! Pára com isso, porra! Não está vendo que não é hora disso?
- Por que essas mulheres foram as únicas que estavam nessa situação?
Perguntou uma inocente velhinha. - E os outros moradores? Todos conseguiram escapar? Salvar suas peles?
Tendo em vista por objetivo levar a tomar contato com tal problemática, optamos, na medida do possível, a levar a pensar em distinguir diferentes posições. Mas a controvérsia prosseguiu. São, evidentemente, posições maniqueístas.
"Nota Jornalística":
Dirão os neo-litúrgicos: Elas estavam em pecado. Não tinham opção por outras perspectivas. "Quem não estiver em pecado jogue a primeira pedra", dizem as Escrituras Sagradas. Episódio: encontro Maria Madalena, Jesus Cristo e seus algozes.
Dessa maneira, não há prática sem teoria. - Acontece muitas vezes que: a prática é uma teoria que se desconhece.
- Há uma rejeição do subjetivismo, uma atitude racionalista, um primado de fatos. - Pretendo explicar os fatos psicológicos descritos pela crítica. Porque acredito que todos os fatos físicos ou morais tem sempre uma causa. Todos os sentimentos, todas as idéias, todos os estados da alma humana são produtos, tendo suas causas e suas leis. A assimilação das pesquisas psicológicas, fisiológicas e químicas, são produtos de outras pesquisas feitas por tradicionais cientistas.
- E a quarta mulher? Grita um fanático, sedento de sangue.
- Esquecemos sua nudez?
- Seus gritos ecoando no espaço anunciando sua decisão?
- Bum! Estrondo oco. Mais um corpo despido na calçada, já acostumado ao espetáculo indescritível realizado. Novas gritarias. Sussurros. Urros. Desafio à polícia. Tiros. Troca de Tiros. Polícia. Bandido. Bandido. Polícia. Bomba de gás lacrimogêneo para dispersar o povo. nada consegue explicar exatamente porquê daquilo tudo.
"Adotando uma perspectiva oposta à anterior, surge a crítica impressionista. Seus mentores recusam o aparato erudito. Iniciam outros comentários populescos:
- O responsável direto por esta tragédia deve ser o bandido.
- Veio a fim de se divertir numa festa - embalo. Transformou seu céu num presente inferno.
Mas não foi só essa a crítica dotada. Continuou, mesmo depois de tudo mais calmo, o comentário inicial: - polícia displicente. Bombeiros incompetentes. Voz corrente.
Tudo muito impressionante para incautos assistentes.
Nesse percurso diacrônico das principais posições críticas e fatos, em que forem destacados apenas alguns elementos que julgamos essenciais pela natureza desse estudo.
É impossível uma abordagem do problema em todo seu multifacetado desdobramento.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PARAMNESIA EXISTENCIAL


Intente suicidarme um dia

Que agonia.

“Gloria a ti, paranóia de cada dia”

“Tu nombre es sonoro y poderoso como uma diosa”.

DIOSA DEL MIEDO,

Irracional

Persecutório

Megalômano.

Corte mis venas tensas

La sangre borboto incógnita

Azulo negro.

Incapaz de descifrar El limite entre La sospecha helada,

De los tiempos de nieblas y de asco, de estos tiempos de tinieblas.

ME SENTÉ!...

Volvi em mi

Ojos cerrándose

Manos crispándose

Pecho jadeante

PARANOICA SEÑORA

ESQUIZOFRÉNICA

REINA SOBERANA.

Diosa necsaria para localizar La lámina Del puñal.

Del puñal escondido em El bolsillo Del que se dice amigo por

Detrás de cada geste de cariño falso.

Todo desaparecia

Consumia

En lentitud

Sin solución...

Solo tu eres capaz de desenmascarar la danza asesina,

Diosa solitária

Acorralada com bicho em su guarida.

En la guarida más inmunda de tu cérebro – Diosa insana,

Fugitiva de la luz

Temerosa del bien

Diosa vampira.

Intente suicidarme un dia.

Corté venas

Artérias

Capilares.

Todo cerrándose rapidamente.

Yo demente

No más que demente...

Abro los ojos veo en frente

Una imagen

Límpida

Clara

Azul celestial.

Oh Diosa suprema

Arma nuestra soledad

Y nuestro miedo com dientes de metal, para que podamos

Luchar sin esperanza, contra la manada de lobos que

Nos cercan ayer, hoy, mañana y siempre.

Se aproxima más, más, más que de más.

Ave paranoia.

Queremos prisa

Arrojados a tus pies

Em coro unísono

Suplicamos;

LO OBVIO SUCEDE.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A Mendicância


Numa Nova República Brasileira.

Com tantos aparatos e designações, não cabe mais esse tipo de coisas, tão flagrante aos nossos olhos.

Em encontros pela cidade, num simples passeio matinal de 4 horas consecutivas.

Do inicio do Parque da Cidade até a Rodoviária, propriamente dito.

A pé, depois do desembarque do ônibus Taguacenter (via W-3 Sul).

Numa 6ª feira um tanto nublada com alguns respingos de chuva, decidi aproveitar nesse passeio para registrar alguns flagrantes mais notáveis. Fotos da Fontes Luminosas e adjacências.

Continuando o trajeto passei pelos lagos dos peixes e Parque Infantil; segui a Av. W3- 704 – Sul até a TV Brasília, sempre batendo fotos. Aproveitando a paisagem linda da primavera em Brasília, tão florida e bela. Aqui entra minha parte poética.

Mas não ficou só nisso, inclusive já havia feito uma observação a mim mesma. Não encontrei nenhum mendigo? O que estará acontecendo? Será resultado dos cuidados que está sendo elaborados em favor desse tipo de pessoas? Ou será minha imaginação?

Qual foi minha surpresa! Imediatamente deparei com 2 deitados na relva fria; mais adiante uns dez metros outro esfarrapado e faminto, lata na mão à cata de alguma coisa que matasse sua enorme fome, pelo aspecto esquelético que se apresentava, tudo indicava que se tratava desse fato. Segui viagem, mais adiante 2 meninos querendo romper as raias da decência, numa atitude própria de suas educações, riam e queriam a todo custo apanhar alguma coisa dum ambulante, os quais não conseguiram por serem impedidos pelo dono do negocio, saíram em frente à procura de outra vítima, sendo que realmente são eles as maiores vítimas. Numa sociedade tão precária como a nossa isso é uma constante. Não parei! Sempre prestando atenção ao que se passava ao meu lado em todas as direções. Não restam dúvidas que nesse trajeto encontrei outras tantas e inúmeras coisas agradáveis ao visual.

Só que esse tipo de negligencia de nossa sociedade não cabe aqui em Brasília principalmente, porque sendo nossa Sala de Visitas o Aeroporto de visitantes ilustres não é permitido aceitarmos de braços cruzados essa visão obscura e desgastante.

Continuando a trajetória antes de chegar à Rodoviária encontro nada menos que outros tantos necessitados. Uma mulher com quatro filhos menores mendicando pela calçada fria e chuvosa, deitados alguns sem proteção sequer dum pano roto que lhes tapasse seus frágeis corpos. Portanto, nesse curto espaço foram contados por mim um total de 10 mendigos em media. Pouco? Mas não deveria ter encontrado nenhum. Seria o ideal. Já temos condições para desejar melhores dias, melhores condições de vida. Mediante outros fatos registrados nesse mesmo trajeto. Como sejam luxuosos prédios e exuberantes visões. Saí apenas para bater fotografias da Primavera em Brasília. Tive o desprazer de ainda encontrar esse quadro triste pela cidade. Não cabe censura, apenas uma breve advertência a quem de direito. Atentem para esse fato deprimente e danoso à boa aparência de nossa Brasília. Afinal estamos em outros tempos. Uma Nova República não trouxe só novas perspectivas, também novas promessas de dias melhores para todos. Não como outros tempos mendigos espalhados pelas gares das rodoviárias ao chegar dos comboios. Resta apelar para uma maior atenção e cuidados por parte da fiscalização e autoridades para melhor andamento da nossa Nova República. Espero ser compreendida no meu relato como sendo uma ajuda e advertência para cada vez mais vivermos dias melhores com dignidade e boa aparência física-mental. Onde todos gozam de boa saúde e bom tratamento esse lugar é digno de ser visitado. Brasília merece uma boa aparência.

Procurando solucionar problemas até então em pauta. Não custa também atentar mais para esse dos mendigos. Arranjando para eles condições de vida como seres humanos. Está vivos, embora em condições terrivelmente precárias de saúde e expostos à caridade pública deverão ser removidos pra um albergue permanente. Cabe aos governantes canalizarem verbas para abrigá-los. Ao invés de construir presídios, ciclovias para recreio dos que já têm tanto e outros projetos em via de andamento. Verbas estão sendo liberadas para essas obras, ouço todos os dias pelos noticiários. Não sou absolutamente contras as resoluções governamentais desse tipo, apenas acrescente mais uma. Construa um albergue para os mendigos de Brasília. Abrigando hoje mulheres, crianças e demais pessoas realmente necessitados em condições condignas, verás que não necessitará de construir mais nenhuma penitenciária sobressalente para novos delinqüentes.

Citarei ainda exemplificando, uma censura jornalística.

“Ainda agora, ante uma safra lamentavelmente farta de acontecimentos que de alguma forma envolvem organismos governamentais, não falta quem busque detectar, na comunidade jornalística, uma preferência mórbida pelos acontecimentos negativos.

Isso equivale culpar a janela pela feiúra da paisagem.

Bons profissionais de jornalismo não vivem à cata de escândalos, mas de fatos de interesse público. Não lhes cabe culpa se, em dado momento, a divulgação de ocorrências deprimentes se converter em triste rotina. O que se há de fazer, em casos assim, não é suprimir a janela (a imprensa). Nem adianta dotá-la de vidros cor-de-rosa, na tentativa de mudar o tom dos acontecimentos. O fundamental, no caso, é transformar o panorama, dele excluindo os fatores que o enfeiam”.

Muito bem colocado essa censura jornalística em termos fundamentais.

“Uma impresna livre é um elemento indispensável em toda verdadeira democracia”.

“Conheço as leis clássicas mas, quando escrevo, encerro estes princípios num cofre com sete chaves, para que essa liberdade de criação não seja obstaculizada por falso preceitos.”

Com essas sabias palavras encerro essa simples e despretensiosa crônica na esperança de uma interpretação inteligente de todos que me assistem.