Numa Nova República Brasileira.
Com tantos aparatos e designações, não cabe mais esse tipo de coisas, tão flagrante aos nossos olhos.
Em encontros pela cidade, num simples passeio matinal de 4 horas consecutivas.
Do inicio do Parque da Cidade até a Rodoviária, propriamente dito.
A pé, depois do desembarque do ônibus Taguacenter (via W-3 Sul).
Numa 6ª feira um tanto nublada com alguns respingos de chuva, decidi aproveitar nesse passeio para registrar alguns flagrantes mais notáveis. Fotos da Fontes Luminosas e adjacências.
Continuando o trajeto passei pelos lagos dos peixes e Parque Infantil; segui a Av. W3- 704 – Sul até a TV Brasília, sempre batendo fotos. Aproveitando a paisagem linda da primavera em Brasília, tão florida e bela. Aqui entra minha parte poética.
Mas não ficou só nisso, inclusive já havia feito uma observação a mim mesma. Não encontrei nenhum mendigo? O que estará acontecendo? Será resultado dos cuidados que está sendo elaborados em favor desse tipo de pessoas? Ou será minha imaginação?
Qual foi minha surpresa! Imediatamente deparei com 2 deitados na relva fria; mais adiante uns dez metros outro esfarrapado e faminto, lata na mão à cata de alguma coisa que matasse sua enorme fome, pelo aspecto esquelético que se apresentava, tudo indicava que se tratava desse fato. Segui viagem, mais adiante 2 meninos querendo romper as raias da decência, numa atitude própria de suas educações, riam e queriam a todo custo apanhar alguma coisa dum ambulante, os quais não conseguiram por serem impedidos pelo dono do negocio, saíram em frente à procura de outra vítima, sendo que realmente são eles as maiores vítimas. Numa sociedade tão precária como a nossa isso é uma constante. Não parei! Sempre prestando atenção ao que se passava ao meu lado em todas as direções. Não restam dúvidas que nesse trajeto encontrei outras tantas e inúmeras coisas agradáveis ao visual.
Só que esse tipo de negligencia de nossa sociedade não cabe aqui em Brasília principalmente, porque sendo nossa Sala de Visitas o Aeroporto de visitantes ilustres não é permitido aceitarmos de braços cruzados essa visão obscura e desgastante.
Continuando a trajetória antes de chegar à Rodoviária encontro nada menos que outros tantos necessitados. Uma mulher com quatro filhos menores mendicando pela calçada fria e chuvosa, deitados alguns sem proteção sequer dum pano roto que lhes tapasse seus frágeis corpos. Portanto, nesse curto espaço foram contados por mim um total de 10 mendigos
Procurando solucionar problemas até então
Citarei ainda exemplificando, uma censura jornalística.
“Ainda agora, ante uma safra lamentavelmente farta de acontecimentos que de alguma forma envolvem organismos governamentais, não falta quem busque detectar, na comunidade jornalística, uma preferência mórbida pelos acontecimentos negativos.
Isso equivale culpar a janela pela feiúra da paisagem.
Bons profissionais de jornalismo não vivem à cata de escândalos, mas de fatos de interesse público. Não lhes cabe culpa se, em dado momento, a divulgação de ocorrências deprimentes se converter em triste rotina. O que se há de fazer, em casos assim, não é suprimir a janela (a imprensa). Nem adianta dotá-la de vidros cor-de-rosa, na tentativa de mudar o tom dos acontecimentos. O fundamental, no caso, é transformar o panorama, dele excluindo os fatores que o enfeiam”.
Muito bem colocado essa censura jornalística em termos fundamentais.
“Uma impresna livre é um elemento indispensável em toda verdadeira democracia”.
“Conheço as leis clássicas mas, quando escrevo, encerro estes princípios num cofre com sete chaves, para que essa liberdade de criação não seja obstaculizada por falso preceitos.”
Com essas sabias palavras encerro essa simples e despretensiosa crônica na esperança de uma interpretação inteligente de todos que me assistem.